
A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) precisou recorrer à Justiça após descobrir que seu nome, imagem e número eleitoral estavam sendo usados para vender criptomoedas. A Justiça Federal recebeu a notícia-crime na sexta-feira (9 de outubro de 2026) e encaminhou o caso ao Ministério Público Federal (MPF).
Os responsáveis ofereciam criptomoedas em troca de publicações de apoio ao número 22. A iniciativa chegou a ser divulgada por um perfil de Uganda com quase 13 milhões de seguidores. Após a repercussão, o site anunciou que deixaria de abordar política até o segundo turno.
O uso indevido da imagem de Flávio também pode confundir eleitores sobre o que é ou não uma iniciativa oficial da campanha, além de associar o candidato a uma operação financeira que ele afirma desconhecer. A defesa acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), já que a oferta de criptomoedas em troca de publicações de apoio pode configurar propaganda eleitoral irregular.
A campanha nega qualquer ligação com o negócio e afirma que seus canais oficiais estão registrados na Justiça Eleitoral. A juíza Marilaine Almeida Santos deu cinco dias para o MPF avaliar a necessidade de investigação, mas não autorizou, por enquanto, o bloqueio das criptomoedas nem a retirada das páginas do ar.
Fonte: Diário do Poder/Beatriz Matos