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Mutirão faz faxina da sujeira deixada na Avenida Paulista pelo ato pró-Lula

Grupo se uniu a trabalhadores do Metrô e da limpeza pública contra a “lambança”

Redação
Por: Redação
12/10/2026 às 17h51
Mutirão faz faxina da sujeira deixada na Avenida Paulista pelo ato pró-Lula
Mutirão de limpeza inclusiu a remoção de postes emporcalhados por propagada eleitoral ilegal.

O empresário Tallis Gomes e outros cidadãos se uniram a equipes da Prefeitura de São Paulo e do Metrô, na tarde desta segunda-feira(12 de outubro de 2026), feriado de Nossa Senhora Aparecida, para ajudar a remover a sujeira — pichações, adesivos, cartazes e lixo — deixados na Avenida Paulista após a manifestação pró-Lula realizada no domingo (11). A ação, convocada sem palavras de ordem, foi registrada em vídeos que circularam nas redes sociais e documentada pela imprensa.

No ato de campanha de Lula (PT) foram registrados depredações em acessos às estações de metrô Trianon-Masp e Consolação (Linha 2-Verde): cinco placas de vidro danificadas, pichações (incluindo frases como “Viva a Revolução” e “Bolsonaro nunca mais”), adesivos colados, cartazes, portas e grades quebradas, além de pessoas sobre as estruturas de entrada.

EmpresárioTallies Gomes, vassoura em punho, faz a sua parte na Paulista.

O Metrô iniciou a limpeza na madrugada, registrou boletim de ocorrência e informou que disponibilizará imagens do monitoramento às autoridades. A Secretaria Municipal de Subprefeituras afirmou que equipes atuaram na coleta de lixo, limpeza da via, passeios, fachadas e muros pichados.

Tallis Gomes, fundador da Easy Taxi e do G4 Educação e conhecido por posições críticas à reeleição de Lula, organizou o mutirão. Em mensagem, pediu que voluntários levassem luvas e sacos de lixo e marcou encontro às 14h em frente à estação Trianon-Masp.

“Um grupo de cidadãos resolveu não esperar”, disse ele. “Vamos nos encontrar para trabalhar junto com os servidores da Prefeitura de São Paulo na limpeza da avenida”. Ele criticou a depredação e afirmou que os contribuintes arcam com os custos da limpeza. O advogado Samer Agi reforçou o convite, dizendo que empresários, influenciadores e outros iriam com materiais de limpeza para “restaurar a civilidade”.

Vídeos e imagens mostram voluntários — muitos de camisetas amarelas, incluindo o próprio autor da iniciativa usando uma camisa da seleção com a inscrição “Tallis G.” nas costas —  raspando adesivos e cartazes de postes e semáforos, usando baldes, solventes ou água e retirando resíduos.

Limpeza incluiu a estrutura de semáforo suja pela propaganda colada.

A cena contrasta com as imagens do ato de domingo, em que manifestantes foram flagrados sobre estruturas do metrô e com o rosto encoberto. A Prefeitura e o Metrô já realizavam o serviço principal com caminhões, lava-jato e raspagem; a iniciativa cidadã funcionou como reforço voluntário no local.

Tallis Gomes e apoiadores apresentaram a iniciativa como resposta à “lambança” deixada para os trabalhadores da limpeza urbana, em um feriado. As autoridades ainda apuram os responsáveis pelos danos ao patrimônio público.

Fonte: Diário do Poder