
O empresário Tallis Gomes e outros cidadãos se uniram a equipes da Prefeitura de São Paulo e do Metrô, na tarde desta segunda-feira(12 de outubro de 2026), feriado de Nossa Senhora Aparecida, para ajudar a remover a sujeira — pichações, adesivos, cartazes e lixo — deixados na Avenida Paulista após a manifestação pró-Lula realizada no domingo (11). A ação, convocada sem palavras de ordem, foi registrada em vídeos que circularam nas redes sociais e documentada pela imprensa.
No ato de campanha de Lula (PT) foram registrados depredações em acessos às estações de metrô Trianon-Masp e Consolação (Linha 2-Verde): cinco placas de vidro danificadas, pichações (incluindo frases como “Viva a Revolução” e “Bolsonaro nunca mais”), adesivos colados, cartazes, portas e grades quebradas, além de pessoas sobre as estruturas de entrada.
O Metrô iniciou a limpeza na madrugada, registrou boletim de ocorrência e informou que disponibilizará imagens do monitoramento às autoridades. A Secretaria Municipal de Subprefeituras afirmou que equipes atuaram na coleta de lixo, limpeza da via, passeios, fachadas e muros pichados.
Tallis Gomes, fundador da Easy Taxi e do G4 Educação e conhecido por posições críticas à reeleição de Lula, organizou o mutirão. Em mensagem, pediu que voluntários levassem luvas e sacos de lixo e marcou encontro às 14h em frente à estação Trianon-Masp.
“Um grupo de cidadãos resolveu não esperar”, disse ele. “Vamos nos encontrar para trabalhar junto com os servidores da Prefeitura de São Paulo na limpeza da avenida”. Ele criticou a depredação e afirmou que os contribuintes arcam com os custos da limpeza. O advogado Samer Agi reforçou o convite, dizendo que empresários, influenciadores e outros iriam com materiais de limpeza para “restaurar a civilidade”.
Vídeos e imagens mostram voluntários — muitos de camisetas amarelas, incluindo o próprio autor da iniciativa usando uma camisa da seleção com a inscrição “Tallis G.” nas costas — raspando adesivos e cartazes de postes e semáforos, usando baldes, solventes ou água e retirando resíduos.
A cena contrasta com as imagens do ato de domingo, em que manifestantes foram flagrados sobre estruturas do metrô e com o rosto encoberto. A Prefeitura e o Metrô já realizavam o serviço principal com caminhões, lava-jato e raspagem; a iniciativa cidadã funcionou como reforço voluntário no local.
Tallis Gomes e apoiadores apresentaram a iniciativa como resposta à “lambança” deixada para os trabalhadores da limpeza urbana, em um feriado. As autoridades ainda apuram os responsáveis pelos danos ao patrimônio público.
Fonte: Diário do Poder