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PT faz manobra contra redução da maioridade mesmo após morte de petista espancado por menores

Marcelo, de 30 anos, foi espancado até a morte por 5 menores e 2 adultos durante um assalto em Santos

Redação
Por: Redação
28/10/2026 às 13h32
PT faz manobra contra redução da maioridade mesmo após morte de petista espancado por menores
Marcelo Oliveira foi espancado até morrer em assalto que se transformou em crime de latrocínio, quando o bandido mata para roubar.

A bancada do PT na Câmara dos Deputados reafirmou na terça-feira (27 de outubro de 2026) a intenção de impedir que a redução da maioridade penal seja incorporada à PEC da Segurança Pública, em tramitação no Congresso, bem ao contrário do que Lula (PT) chegou a prometer durante sua recente campanha eleitoral. O anúncio ocorre em meio ao choque provocado pela morte cruel do engenheiro ambiental Marcelo de Oliveira Rocha, de 30 anos, em Santos (SP), espancado até a morte durante um assalto por uma gangue de cinco adolescentes e dois adultos identificados pela Polícia Civil. Dois dos menores assassinos de menor idade foram apreendidos.⁠

Segundo o líder do PT na Câmara, deputado de extrema-esquerda Pedro Uczai (SC), a redução da idade penal deve ser tratada em discussão separada para não atrasar a aprovação da PEC, considerada prioritária pelo governo. “A PEC da Segurança Pública é prioridade para nós, e queremos excluir o tema da maioridade penal nessa PEC”, disse ele é a segunda vez este ano que o PT faz a mesma manobra para excluir o tema da PEC, quando de sua tramitação na Câmara dos Deputados. A manobra objetiva postergar ou descartar sua aprovação. 

No Senado, o tema já gerou divisão interna. O líder do PT, Camilo Santana (CE), apresentou emenda para reduzir a maioridade de 18 para 16 anos em casos de crimes hediondos, mas líderes como Randolfe Rodrigues e Teresa Leitão não a assinaram. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a manifestar apoio à redução para 16 anos em crimes hediondos, desde que o debate ocorra fora da PEC da Segurança, para não comprometer o andamento da matéria. A oposição defende a inclusão do tema no texto principal.⁠

O crime em Santos

Marcelo de Oliveira Rocha, engenheiro ambiental e mestrando da Unifesp, foi espancado e roubado na madrugada de sábado (24), após participar de uma apresentação da Banda Esquerdantina em apoio à reeleição de Lula, nas proximidades do Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista, na Avenida Conselheiro Nébias. Por volta das 3h, afastou-se do grupo para ir ao banheiro e foi encontrado inconsciente. Um grupo de homens o abordou, exigiu o celular, agrediu-o com socos e chutes e levou seus pertences. Parte da ação foi transmitida ao vivo pelos próprios agressores.⁠

Socorrido na Santa Casa de Santos e transferido ao Hospital São Paulo (Unifesp), Rocha morreu na segunda-feira (26) após traumatismo craniano e período em coma. A investigação, conduzida pelo 4º Distrito Policial de Santos, foi reclassificada como latrocínio (roubo seguido de morte). A SSP-SP informou que cinco adolescentes e dois adultos foram identificados. Dois menores foram apreendidos em cumprimento de mandado de busca e apreensão, com internação provisória decretada pela Justiça. Os demais suspeitos continuam foragidos ou sob investigação, com análise de imagens de câmeras e redes sociais.⁠

O caso ilustra o debate sobre a responsabilização de menores em crimes graves. Enquanto o PT prioriza a aprovação da PEC da Segurança sem o tema da maioridade penal — citando ainda pautas como tarifa zero no transporte e o fim das bets —, o crime em Santos, com participação majoritária de adolescentes, reforça a pressão de setores que defendem a redução da idade penal para casos de violência extrema. As investigações seguem para individualizar a conduta de cada envolvido.

Fonte: Diário do Poder