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Clínica de estética é interditada com canetas emagrecedoras e chips irregulares no Piauí

Durante a operação, os fiscais verificaram possíveis irregularidades nos procedimentos oferecidos e na atuação dos profissionais responsáveis pelos atendimentos.

Redação
Por: Redação
06/11/2026 às 10h01
Clínica de estética é interditada com canetas emagrecedoras e chips irregulares no Piauí
Clinica é interditada em Teresina-PI (Foio: CRM-PI).

Uma clínica de estética localizada na zona Leste de Teresina-PI foi interditada pela Gerência de Vigilância Sanitária (Gevisa), na última quinta-feira (5 de novembro de 2026), após uma fiscalização realizada pelo Conselho Regional de Medicina do Piauí (CRM-PI) e pelo Ministério Público do Piauí (MPPI). Durante a vistoria, foram encontrados medicamentos vencidos, produtos sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e irregularidades nas condições de funcionamento do estabelecimento.

Segundo os órgãos, a interdição ocorreu porque a clínica estava com o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) inativo na Receita Federal, funcionava sem licença sanitária e mantinha medicamentos vencidos e produtos sem registro na Anvisa.

No local, foram encontrados um frasco vazio de toxina botulínica, produtos identificados como chips indutores da produção de tirzepatida — que seriam utilizados, supostamente, para estimular a produção dessa substância no organismo, que ajuda a controlar os níveis de açúcar no sangue e a reduzir o apetite, embora não haja comprovação científica dessa função dos chips. Além de ampolas de glicose hipertônica — utilizadas principalmente para elevar rapidamente os níveis de açúcar no sangue, especialmente em casos de hipoglicemia grave (queda acentuada da glicose), e que devem ser administradas por profissionais de saúde —, soluções injetáveis de uso médico e hospitalar, agulhas de insulina e canetas emagrecedoras.

Clinica é interditada em Teresina (Foto: CRM-PI).

Os produtos identificados como chips indutores da produção de tirzepatida não possuem registro na Anvisa. A fiscalização também identificou irregularidades no descarte de resíduos de serviços de saúde, incluindo a ausência de equipamentos adequados para o descarte de materiais perfurocortantes.

Além da interdição, a clínica foi autuada pelo MPPI e pela Gevisa. O estabelecimento também foi autuado por propaganda enganosa nas redes sociais, relacionada à oferta de procedimentos e serviços de saúde.

Durante a operação, os fiscais verificaram possíveis irregularidades nos procedimentos oferecidos e na atuação dos profissionais responsáveis pelos atendimentos.

A mesma clínica já havia sido fiscalizada em abril de 2025 pelo Procon/MPPI e pelo CRM-PI, após a assinatura de um termo de cooperação técnica entre os órgãos para combater o exercício ilegal da medicina. Com informações do Portal Cidade Verde.