
O deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ), eleito senador em outubro, fez um alerta sobre a possível interferência de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) na disputa pela presidência do Senado. Ao comentar informações de que integrantes da Corte estariam atuando nos bastidores pela reeleição de Davi Alcolumbre (União-AP), Jordy criticou o que considera uma tentativa de pressionar parlamentares por meio de processos judiciais.
A preocupação dos ministros, segundo a reportagem comentada pelo deputado, seria a possibilidade de um novo presidente do Senado dar andamento a pedidos de impeachment contra integrantes do Supremo, uma das bandeiras defendidas por parlamentares eleitos em outubro.
Jordy afirmou que também enfrenta processos no STF e criticou a possibilidade de senadores cederem a pressões para preservar suas situações judiciais.
Eu tenho dois processos totalmente absurdos que foram feitos por ministro do Supremo contra mim”, declarou. O parlamentar afirmou que outros políticos também respondem a ações na Corte, mas ressaltou que alguns não se intimidam.
Disputa no Senado
Para Jordy, a eleição de fevereiro de 2027 será decisiva para a relação entre os Poderes. O deputado criticou a proximidade entre Alcolumbre e o ministro Alexandre de Moraes e defendeu que o Senado tenha independência para analisar pedidos de impeachment contra integrantes do STF.
“É o Senado que tem o poder de dar um basta nisso”, afirmou.
O parlamentar também prometeu expor eventuais tentativas de influência sobre os futuros senadores. “Eu vou começar a denunciar seduções, pressões que sejam feitas contra qualquer um de nós, porque tá chegando já algumas informações”, disse.
Jordy defendeu a candidatura do senador Rogério Marinho (PL-RN) à presidência da Casa e anunciou que pretende atuar contra a recondução de Alcolumbre até fevereiro.
“Perder essa eleição será a maior vitória do sistema, a maior vitória de Alexandre de Moraes e do Supremo Tribunal Federal”, declarou.
Fonte: Diário do Poder/Beatriz Matos