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Flávio diz que Lula usou “amigos do Judiciário” para “censurar debate”

Flávio Bolsonaro desistiu de participar do debate da Globo após decisões que alteraram as regras e autorizaram participação de Renan Santos

Redação
Por: Redação
01/10/2026 às 23h52 Atualizada em 02/10/2026 às 10h36
Flávio diz que Lula usou “amigos do Judiciário” para “censurar debate”
Flávio Bolsonaro (Reprodução/Youtube)

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, durante live no YouTube nesta quinta-feira (1º/10), que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teria usado “amigos do Judiciário” para “censurar” o debate da TV Globo.

A declaração ocorreu após o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) anunciar que não participaria do debate na emissora, que estava marcado para a noite desta quinta.

“Lula usa seus amigos do Judiciário para impor censura ao debate da Rede Globo. Muito triste e revoltante o que está acontecendo”, afirmou.

A live de Flávio foi aberta após a TV Globo decidir pelo cancelamento do debate, em razão de decisões judiciais do Tribunal Superior Eleitoral (STF) e do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a participação do candidato Renan Santos (Missão).

Ao lado de Flávio, na live, estavam os integrantes da chapa do PL no Rio, formada por Douglas Ruas (PL-RJ), candidato ao governo do estado, e Carlos Jordy (PL-RJ) e Carlos Portinho (PL-RJ), candidatos ao Senado. Além deles, participou também da transmissão o influenciador Pablo Marçal.

Entenda

A desistência de Flávio Bolsonaro ocorreu depois de decisões judiciais que mudaram a configuração do debate.

Primeiro, a ministra Estela Aranha, do TSE, decidiu que a TV Globo não poderia exibir o púlpito vazio destinado ao presidente Lula (PT) durante o debate entre os presidenciáveis.

Depois, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Globo garantisse a participação do candidato Renan Santos (Missão) no encontro.

O candidato do Missão havia recorrido à Justiça para participar do debate. No entanto, pedidos anteriores feitos pela campanha dele foram rejeitados pelo presidente do TSE, Nunes Marques, e pela ministra Cármen Lúcia, do STF.

Gilmar, porém, entendeu que Renan poderia ocupar a vaga aberta pela

ausência de Lula, considerando as regras do próprio debate e sua posição na pesquisa Quaest de 28 de setembro.

Após a decisão, Renan comemorou nas redes sociais e disse estar “completamente confuso e feliz ao mesmo tempo”.

Pouco depois, afirmou que estava a caminho dos estúdios da Globo e pediu que Flávio também comparecesse.

Flávio havia confirmado presença

Flávio estava inicialmente entre os convidados da Globo para o debate. A emissora previa a participação dele, além de Lula, Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo). Lula já havia informado que não iria.

Na noite desta quinta, Flávio anunciou que também não participaria. Em publicação nas redes sociais, disse ter tomado a decisão “em função da censura imposta ao evento pelo TSE” e afirmou que a imprensa deveria ser livre e as eleições, limpas.

Além da decisão que autorizou Renan, uma liminar da ministra Estela Aranha, do TSE, proibiu a Globo de exibir de forma destacada o púlpito vazio reservado a Lula e impediu que os demais candidatos fizessem perguntas diretamente ao petista.

Após a desistência de Flávio e a ausência já anunciada de Lula, a Globo cancelou o debate.

Fonte: Metrópoles/Álvaro Luiz