
O Ranking dos Políticos calcula que o Senado terá 54 dos 81 membros favoráveis ao impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) na próxima legislatura. Esse é o número exato de apoios necessários para a aprovação do impedimento, após interferência de Gilmar Mendes.
O decano do STF elevou, por meio de uma decisão liminar, no fim de 2025, para dois terços o número necessário para aprovar a retirada de ministros do Supremo do cargo.
O estudo não conseguiu encontrar a posição pública de 11 senadores e um se posicionou de forma neutra. Dos 54 senadores eleitos no domingo, 4, 37 já haviam manifestado posição favorável ao impeachment de ministros do STF, segundo o levantamento.
Peso maior
“O resultado da eleição muda bastante a relação de forças no Senado quando o assunto é impeachment de ministros do Supremo. Uma coisa é defender o instrumento do impeachment, outra é votar pela condenação em um caso concreto. Mas o dado mostra que o tema deixou de ser uma pauta de um grupo minoritário e passou a ter um peso muito maior dentro do Senado”, comentou, em nota, Juan Carlos Arruda, diretor-geral do Ranking dos Políticos.
O Ranking dos Políticos havia mapeado a posição de 270 candidatos ao Senado sobre o assunto, e o levantamento apontava que quase metade dos candidatos declarara apoio a impeachment do STF.
A direita se impôs mesmo em estados onde as pesquisas mostravam alguma força de candidatos de esquerda, como Rio Grande do Sul, onde Sanderson (PL) e Marcel Van Hattem (Novo) venceram Manuela D’Ávila (PSOL) e o ex-ministro Paulo Pimenta (PT).
Em São Paulo, onde as ex-ministras do governo Lula Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) despontaram como favoritas, foram eleitos Guilherme Derrite (PL) e André do Prado (PL).
No Distrito Federal, elegeram-se Michelle Bolsonaro e Bia Kicis.
É possível que a atuação política de ministros como Gilmar e Flávio Dino na reta final da campanha tenha influenciado na eleição desses políticos comprometidos com o impeachment no STF.
Fonte: O Antagonista