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Senado terá maioria para impeachment de ministros do STF, diz Ranking dos Políticos

Dos 54 senadores eleitos no domingo, 37 já haviam manifestado posição favorável ao impeachment de ministros do STF, segundo o levantamento

Redação
Por: Redação
05/10/2026 às 08h40 Atualizada em 05/10/2026 às 08h45
Senado terá maioria para impeachment de ministros do STF, diz Ranking dos Políticos
Michele Bolsonaro e Bia Kicis (Foto: Reprodução Instagram).

O Ranking dos Políticos calcula que o Senado terá 54 dos 81 membros favoráveis ao impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) na próxima legislatura. Esse é o número exato de apoios necessários para a aprovação do impedimento, após interferência de Gilmar Mendes.

O decano do STF elevou, por meio de uma decisão liminar, no fim de 2025, para dois terços o número necessário para aprovar a retirada de ministros do Supremo do cargo.

O estudo não conseguiu encontrar a posição pública de 11 senadores e um se posicionou de forma neutra. Dos 54 senadores eleitos no domingo, 4, 37 já haviam manifestado posição favorável ao impeachment de ministros do STF, segundo o levantamento.

Peso maior

“O resultado da eleição muda bastante a relação de forças no Senado quando o assunto é impeachment de ministros do Supremo. Uma coisa é defender o instrumento do impeachment, outra é votar pela condenação em um caso concreto. Mas o dado mostra que o tema deixou de ser uma pauta de um grupo minoritário e passou a ter um peso muito maior dentro do Senado”, comentou, em nota, Juan Carlos Arruda, diretor-geral do Ranking dos Políticos.

O Ranking dos Políticos havia mapeado a posição de 270 candidatos ao Senado sobre o assunto, e o levantamento apontava que quase metade dos candidatos declarara apoio a impeachment do STF.

A direita se impôs mesmo em estados onde as pesquisas mostravam alguma força de candidatos de esquerda, como Rio Grande do Sul, onde Sanderson (PL) e Marcel Van Hattem (Novo) venceram Manuela D’Ávila (PSOL) e o ex-ministro Paulo Pimenta (PT).

Em São Paulo, onde as ex-ministras do governo Lula Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) despontaram como favoritas, foram eleitos Guilherme Derrite (PL) e André do Prado (PL).

No Distrito Federal, elegeram-se Michelle Bolsonaro e Bia Kicis.

É possível que a atuação política de ministros como Gilmar e Flávio Dino na reta final da campanha tenha influenciado na eleição desses políticos comprometidos com o impeachment no STF.

Fonte: O Antagonista